Coisas a se reparar

Eu andando hoje no centro do Rio percebi que olho os rostos e carros das pessoas procurando alguém famoso entre eles e as vezes acho que encontro, mas são tão famosos que eu nem sei o nome deles…
O porque d’eu fazer isso eu não sei ao certo, pois afinal, mesmo que eu realmente encontre alguém famoso, o que vai mudar na minha vida? Eu acho que isso é só uma vontade minha de ser encontrado, parado, reconhecido, famoso, eu queria ser reconhecido pelo que faço e ainda vou fazer…

Quando eu disse que não gostei do Mute Math várias pessoas quase me crucificaram numa fogueira enquanto me fuzilavam depois de me envenenar. Hoje andando pela Uruguaiana disse à uma pessoa que eu não gosto de Kirk Franklyn, a pessoa me disse que eu era o único em toda a vida dela que disse isso.
Qual é o problema? Eu que sou estranho ou tá difícil ter opinião própria?

Coisas a se reparar.

Subida ao Monte

Morro da Pedra BrancaAinda no ônibus, aquela típica cena: casa de tijólos mal embolsadas, lojinhas, outdoors, típico bairro carioca, sempre o de sempre, aquelas mulheres na rua e seus shortinhos e suas blusinhas, e seus filhos magrelos sendo arrastados segurados pela mãe enquanto o pai de braços cruzados anda do outro lado, “typical” (Mute Math). Eu não via a hora de subir o Morro da Pedra Branca, um portal para o outro mundo, que desagua na Av. das Américas, bem ali no Recreio Shopping, Barra da Tijuca.

Ainda naquele caminho eu já podia ver, por mais que o 853 (Campo Grande – Barra) se arraste-se lentamente, Cannaã estava ali do outro lado (Como eu pude usar os nomes Campo Grande e Cannaã na mesma frase?). A cada curva uma surpresa, cada paisagem uma lembrança. A vista do morro para a Barra é linda, você precisa ver, por mais que sejam apenas casas e gramas ainda sim é melhor do que a janela lá do quarto.

Depois de atravessar o portal lá estava o outro mundo, aquele que você sabe que está ali e você sempre viu e sempre o esqueceu, nem tão perto que se possa ir a pé, nem tão longe que se deva ir de carro. Bonito, até o ar é diferente. Era engraçado ver que não havia terra ali, os jardins, gramados, o verde era tudo em areia de praia, legal né? Passando pelas concesionárias de carros, eu via muitos Mercedes, BMWs e até Jaguars a venda, legal né? Aqueles predios enormes de apartamentos… cursinhos de inglês que mais pareciam uma galeria inteira e o mais impressionante é que o que mais se via era novos conjuntos residencias, apartamentos e condomínios sendo construídos, um mais lindo que o outro. O que me deixou mais “estranhado” naquele lugar foi que não havia lojinhas para se comprar nada, e para que deveria ter? De lado a lado, sempre há um shopping pertinho de você! Legal né? Porque eu fui morar do outro lado em…?

O adeus ao outro mundo fui simples e singelo, um ônibus lotado, três domesticas falando de suas patrõas atrás de mim e um sentimento único: Ainda bem que eu estou voltando! Voltar a realidade é ainda melhor do que sair dela, porque há sempre aquele gostinho de quero mais que te faz voltar de novo, é o que te prende ao mundo fora da sua realidade, entrar e sair dele.

É impressionante o mundo lindo que há pertinho de tudo, um lugar inexplorável para quem já foi lá, é sempre uma novidade! Há sempre novidades! Devo voltar mais algumas vezes, quantas eu não sei, só sei que um dia eu posso não mais voltar desse novo mundo… Legal né?